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Archive for the ‘achismos’ Category

#ForaTemer: Desobediência Civil

Posted by Márcio Gonçalves em maio 16, 2016

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“Não há salvação: Michel Temer é um usurpador e seu governo não deve ser obedecido.”

Wanderley Guilherme dos Santos, no blog segunda opinião

Quem sou eu pra discordar do Wanderley… Em fevereiro de 1962, quando tinha apenas 26 anos, publicou um artigo entitulado “Quem dará o Golpe no Brasil”, antecipando o que viria a acontecer dois anos mais tarde. É um cientista político que realmente enxerga longe .

Levamos um golpe. É o caso, então, de começar a implementar a desobediência civil para executar um contragolpe. Botar o “Fora Temer” em prática.

Vejo a população dividida em três grupos. Julgo essencial avaliar os grupos para entender como o contragolpe pode ser dado.

Os três grupos

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A figura acima sintetiza  a situação atual. Grupos de interesses convergentes usurparam o poder fingindo que fizeram um processo normal no legislativo. Inventaram o impeachment sem crime de responsabilidade para executar um golpe parlamentar.

A população está dividida em três grupos. O grupo 1, que apoia o golpe: pessoas com convicções de direita e extrema-direita e lobotomizados pela campanha antipetista da mídia. O grupo 2, que é contra o golpe: basicamente a esquerda e sua militância, mas também democratas convictos não necessariamente de esquerda. E o grupo 3, que não tem postura ativa de apoio ou rechaço ao golpe. É composto da grande maioria silenciosa de pessoas que sempre se viu longe demais do poder para ter qualquer influência, que vai levando a vida do jeito que der. Mas também é composto daqueles que, mesmo tendo uma postura crítica aos governos Lula/Dilma ficou assustado com o rumo que a coisa tomou, com o carnaval macabro de políticos corruptos que assaltou o poder. Ainda tem aquelas pessoas que não estão muito interessadas no assunto, não têm opinião formada, etc.

Creio que o grupo 3 é maioria. A adesão ou não-adesão deste grupo define o sucesso ou o fracasso do contragolpe. Foi assim também em 64. A divisão da população era, grosso modo, a mesma mostrada acima. A esquerda partiu pro tudo ou nada da guerrilha sem o apoio do “grupo 3” da época. Perdeu feio.

Os ditadores de 64 sabiam que tinham que agradar o “grupo 3” de alguma forma e, com prosperidade baseada em dinheiro emprestado, criaram o “milagre brasileiro”. A sensação de bem-estar era tanta que o apoio ao ditador Médici era massivo. Depois veio a crise do petróleo, o estouro dos juros e acabou a festa. Acabou o apoio popular à ditadura de 64.

Os usurpadores de agora não querem agradar em nada o grupo 3. Só querem entregar nosso suor e nossas riquezas naturais pros Estados Unidos, enchendo a burra de dinheiro com isso. E vão justificar tudo dizendo que “estamos pagando a conta que o PT deixou”. Eu acho que isso só vai colar pro grupo 1. O grupo 3, entre calejado e cético, não vai engolir isso muito tempo. É aí que pode ser feita uma primeira ação.

Greve Geral

No dia em que forem votar o fim da CLT no Congresso, convém fazer uma greve geral. Eu sei que não é fácil, mas agora estou dando as ideias que acho apropriado para cada momento. Acredito também que o grupo 3 vai facilmente entender o quanto vai ser tirado dele. E como isso não tem absolutamente nada a ver com “herança maldita” do PT.

Acredito que os usurpadores já estão preparados para reprimir com violência algumas manifestações. Mas outras ideias podem ser postas em prática, que não facilitam a repressão do poder. É a desobediência civil.

Alguns exemplos:

Boicote à Globo

A Globo ainda é o centro do golpe. Boicotá-la é revidar e diminuir sua influência. Já estou num estágio que não vejo Globo, mas no dia que houver uma adesão de parte significativa do grupo 3, não tem novela que segure.

Capitalista sente mesmo é falta de dinheiro no bolso, então um outro bom boicote relacionado à Globo é boicotar seus principais anunciantes. Os anunciantes do jornalismo (se é que se pode chamar assim) e do futebol. Imagino que é o tipo de campanha que pode crescer via redes sociais, mas pode ter problema com alguns hábitos de consumo que alguns podem ter dificuldade de largar.

Muitas vezes as pessoas consideram que trabalho é uma obrigação sem prazer nenhum, enquanto o consumo é o ato em que elas fazem o que gostam. Este também é um empecilho para a próxima ideia de boicote.

Boicote aos shoppings

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Greve é bom, mas “greve de consumidores” também pode ser legal. Já imaginou o shopping vazio num domingo em protesto contra os usurpadores? Em protesto contra os preços altos? A simbologia das pessoas recusando a se dirigir ao “templo do consumismo” é forte. Mas deve ser o boicote mais difícil de fazer. As pessoas são seduzidas pelos shoppings, sem contar que muita gente do “grupo 1” não vai aderir. Shoppings em áreas mais populares talvez ficassem mais vazios com o boicote. Pensa só num Shoping tipo o Norte Shopping do Rio, às moscas…

Boicote a Eventos Oficiais

Boa parte da autoridade que um governo tem é oriundo da concordância que as pessoas têm em segui-lo. Negar a autoridade dos usurpadores não implica confrontar fisicamente, mas não reconhecer sua autoridade, negá-la, ignorar solenidades, dar as coisas, vaiar, etc. Seguindo esta ideia,, chegamos no…

Boicote às Olimpíadas

Uma vez que as Olimpíadas do Rio vão ser usadas pelos usurpadores para projetar uma imagem boa sua, nada melhor do que ignorá-las olimpicamente e aproveitar todas as oportunidades pra denunciar os golpistas

Boicote ao Imposto de Renda

Se os usurpadores ainda estiverem ocupando indevidamente o poder executivo no ano que vem, podemos nos negar a pagar o Imposto de Renda até que venha um governo eleito, quando pagaríamos todos os atrasados. Também podíamos acrescentar a exigência de prisão do Cunha…

Botando a bola em campo

Bem, este foi mais um brainstorm para jogar várias ações que possibilitem o contragolpe, a queda dos usurpadores e, desejosamente, novas eleições presidenciais. Iagino que os que leiam tenham outras ideias e que do debate algo novo possa ser posto em prática.

É hora do #contragolpe

#ForaTemer

#cunhanacadeia

 

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Contragolpe

Posted by Márcio Gonçalves em abril 18, 2016

contragolpe

18 de abril de 2016, 01:06

O golpe de Estado acabou de acontecer. O impeachment da Dilma foi aprovado. 367 X 137, com 7 abstenções e duas ausências.

É um momento de tristeza. Uma derrota como essa não é fácil. Um minuto para as lágrimas e lamber as feridas.

Já chorou? Já lambeu as feridas? Então se ajeita que temos muita luta pela frente.

Primeira coisa, o governo Temer é ilegítimo. É fruto das negociações da pior promiscuidade entre o Capital e o Poder Legislativo, conduzidas por um gângster (Eduardo Cunha) contra quem há provas cabais de corrupção e um processo que misteriosamente não avança no Supremo Tribunal Federal. Parece que a essência do governo Temer é a seguinte: fazer tudo que o Poder Econômico quiser, para se livrar das acusações de corrupção. Para satisfazer o poder econômico nacional, “flexibilizar” os direitos trabalhistas. Ou seja, subemprego e precarização das condições de trabalho. Para saciar o capital internacional, privatizar a Petrobrás, permitir a entrega de porções cada vez maiores do pré-sal para estrangeiros. E tornar de uma vez por todas o Brasil, economicamente, uma colônia dos Estados Unidos. Em resumo, o governo ilegítimo do usurpador Temer  tem um programa antiBrasil e antibrasileiros.

Não encontraram crime de responsabilidade contra Dilma, mas vão tentar convencer todo mundo que este é o governo mais legítimo do mundo e vai tomar as medidas necessárias para “acabar com a crise”. A ficção será  patrocinada pelo consórcio que apoia o golpe: mídia, judiciário, polícia federal, ministério público. A “corrupção” vai sumindo do noticiário aos pouquinhos, até que aqueles que foram para rua protestar contra ela se vejam sem ninguém convocando para manifestações “Fora Cunha”. Na verdade, a ficção é a mesma de antes, que muitos acreditaram. Sabe aquela lava-jato que só pegava PT, aquele procurador-geral que alivia pro Aécio toda hora?  É a mesma história da carochinha, só mudou de capítulo.

Por essas e outras, precisamos de uma resposta ao golpe. O contragolpe.

Pra começar, não paremos de falar que o governo foi usurpado e nossos votos foram cassados.

O “Fora Cunha” é imprescindível. Pressionar STF, e justiça para ver se eles vão parar de enrolar.

Precisamos boicotar os produtos que anunciam os principais programas da Globo.

E precisamos de muitas manifestações  contra o governo e uma greve geral. Uma greve geral das boas. De preferência, por tempo indeterminado. Minha vontade era parar tudo até o Temer renunciar, porque, pra começar, ele não devia nem estar lá.

Claro que isso não se consegue num estalar de dedos, mas vamos trocar ideias para realizar o contragolpe.

#foratemer

#cunhanacadeia

#boicoteàglobo

#grevegeralatéotemercair

#contragolpe

 

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Jogo do Poder 2015

Posted by Márcio Gonçalves em julho 19, 2015

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O Brasil é lembrado frequentemente como a terra do Carnaval e do Futebol. Menos vezes, todavia, somos lembrados pela nossa desigualdade gigantesca.

O Brasil é um país de desigualdades, há muito tempo. O último país a abolir oficialmente a escravidão. Tem uma dívida social enorme. Falta educação pública  e saúde pública de qualidade. Falta moradia. O nível de emprego andou melhor, mas isso tá ameaçado agora. O latifúndio é fortíssimo no campo. Aqui não temos castas mas a mobilidade social é muito pequena.

O que a gente precisa mesmo são de grandes políticas populares e nacionais. Coisa boa pro povo. Tivemos poucos vislumbres disso ao redor das décadas republicanas. A norma era governar pra elite e pra no máximo uns 30% mais próximos do topo da pirâmide social. A prioridade era atender o que a “metrópole” precisava. (metrópole = EUA, Europa, o “1º mundo”). De repente, oriundo das fazendas gaúchas, apareceu um Getúlio Vargas implantando direitos trabalhistas, salário mínimo, Petrobrás.  Era pouco, mas mesmo assim ele sofre oposição feroz e se mata para não ser deposto. Também oriundo das fazendas  gaúchas veio João Goulart, que falava em nacionalismo e chagou a prometer reformas de base (agrária, inclusive). Era pouco, mas três semanas depois do comício das reformas de base foi deposto e se iniciou uma ditadura de 21 anos. Oriundo das fábricas do ABC veio Lula que iniciou um projeto de inclusão social pelo emprego e fortalecimento da indústria nacional. Sua sucessora Dilma Roussef, oriunda da classe média mineira e da luta armada dos anos 60, tentou ampliar o caminho aberto por Lula. É pouco, mas ainda assim sofrem oposição feroz e estão ameaçados de impeachment e prisão.

É irônico ver que as iniciativas do trabalhismo brasileiro sejam massacradas do jeito que estão sendo, quando na verdade correspondem a uma necessidade parcial das grandes massas. É irônico ver que todos os governos trabalhistas não rompem com as elites; pelo contrário, sempre mantém ou aumentam alguns privilégios da elite. E, ainda assim são atacados como se fossem sectários intolerantes dispostos a desapropriar tudo e matar toda a burguesia.

Aliás, como os governos trabalhistas também atendem parcialmente a agenda da direita, a extrema esquerda não vê nenhuma diferença entre eles e a direita. Faz críticas pesadas, joga contra,  não vê valor tático em dar algum tipo de apoio e acaba reforçando o jogo da direitona. Esta sim, vê bastante diferença entre si mesma e os trabalhistas.

Tudo que está acontecendo reforça o sentimento de que nossa elite é soberba e hostil com o nosso povo. Não basta ter ódio de pobre e da esquerda, tem que estigmatizar quem atende pelo menos uma parte da dívida social brasileira, mesmo que venha de camadas abastadas, como Vargas, Jango e Dilma. Ao mesmo tempo, nossa elite é deslumbrada e submissa ao estrangeiro, especificamente o “1º mundo” .”Vamos tirar a Petrobrás do pré-sal, deixar as estrangeiras entrar”, proclamam vendilhões velhacos do Senado. Justamente a única política nacional e popular que ainda está intocada no segundo mandato da Dilma. A única carta na manga que ainda resta pra economia brasileira e fonte futura de grana para saúde e educação. Felizmente tiraram esta lei da emergência de votação no senado, mas a ameaça ainda está aí.

Este é o jogo do poder 2015 no Brasil. Mais uma vez um governo trabalhista está sob ataque pesado, mais uma vez cumpre parcialmente uma agenda de direita prejudicial aos trabalhadores, mais uma vez a extrema esquerda acha que vai fazer a revolução (e alguns destes revolucionários tem tão pouca experiência de vida proletária ou de morar nas periferias…).

No momento a direita está no ataque. Ganhará? O que ganhará?

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O Sexto Mandato de Getúlio Vargas

Posted by Márcio Gonçalves em outubro 19, 2014

As ações não são como as modas, não são substituídas, elas são plantadas umas sobre as outras, servem de chão para as próximas. As coisas não ficam para trás ou são substituídas (…). Às vezes se acredita que as coisas ficam no passado e de repente sucede um fato que cria uma fissura e voltam a aflorar na superfície assuntos que se acreditavam estar desaparecidos.”

Silo, pensador argentino, numa palestra para ganhadores do Prêmio Nobel da Paz em 2009

Getúlio Vargas

Getúlio Vargas

O Brasil repete sua história nesta eleição de 2014.

Já em 2009, o jornalista Rodrigo Vianna dizia que as forças políticas dominantes antes da ditadura de 64 tinham reaparecido no Brasil contemporâneo, num brilhante post do seu blog Escrevinhador:

– O trabalhismo era a corrente política inaugurada por Getúlio Vargas, onde o foco do governo era assegurar e ampliar os direitos da massa trabalhadora. Na pré-ditadura, era encarnado pelo antigo PTB, no Brasil atual, o PT de Lula passou a seguir o mesmo caminho

– O fisiologismo era a política de resultados, com um caráter de centro. A grande maioria dos políticos era fisiológico: o importante é estar em algum governo e usufruir do poder. Sendo maioria, acabam sendo os fiéis da balança na composição de um governo no parlamento. Na pré-ditadura, este era o papel do antigo PSD; atualmente, o PMDB é o peso do qual nenhum governo consegue se livrar.

– o udenismo se pautava pelo discurso moralista de direita. Não tendo como atacar os atos de governo, se usava a acusação de corrupção. Esta era marca registrada da UDN de Carlos Lacerda. O PSDB e boa parte da oposição foram herdando este discurso até virarem o udenismo renascido. O discurso udenista era – e continua sendo – ecoado com virulência pelos meios de comunicação, que lhe servem de eco.

Ainda posso acrescentar a este cenário o papel das forças políticas de esquerda marxista, normalmente críticas ao governo trabalhista e, de certa forma, ajudando  a direita udenista.  O PCB tinha este papel, como tem até hoje, junto a outros partidos de esquerda como PSOL e PSTU. O PT já foi um partido com pretensões revolucionárias marxistas mas hoje tem as virtudes e os vícios do bom e velho trabalhismo brasileiro.

João Goulart no velório de Vargas

João Goulart no velório de Vargas

Hoje, tal como ontem.

1954: o udenismo faz acusações ao governo trabalhista de Vargas depois do atentado a Carlos Lacerda. Pressão total pela renúncia, boatos de golpe militar, até que Vargas, inesperadamente, se suicida e o povo se revolta contra a imprensa e a direita que fez a “Campanha do Mar de Lama”.

1964: o udenismo faz acusações de corrupção, demagogia, baderna e golpismo contra o governo trabalhista de João Goulart. É o ápice de uma orquestração coordenada pelo IPES desde 1962. Os militares dão um golpe de Estado, tomam o poder e não saem de lá por mais 21 anos.

2014: o udenismo, encarnado pelo PSDB, faz acusações de corrupção, clientelismo e golpismo contra os governos trabalhistas de Lula e Dilma, que está em campanha pela reeleição. Qual será o desfecho?

Carlos Lacerda acusando

Carlos Lacerda, o porta-voz do udenismo, acusando, acusando e acusando

As Forças Obscuras por trás do Udenismo

O udenismo, antigo e moderno, usa o discurso da corrupção para esconder suas verdadeiras intenções. O golpe de 64 tinha grande apoio do capital nacional e estrangeiro. Na preparação do golpe, a CIA financiou campanhas de deputados na eleição de 1962. Assim, quando o golpe aconteceu, os capitalistas nacionais e estrangeiros no Brasil passaram a controlar o governo e ter facilidades que não tinham com João Goulart. Vale observar que a deflagração do golpe contava até com apoio militar dos Estados Unidos se fosse necessário.

Hoje, o PSDB-UDN conta com apoio do capital financeiro internacional, que na Europa e Estados Unidos protege os bancos e cria desemprego em níveis brutais.

Além disso, várias empresas de petróleo americanas já tem “conversas reservadas” com o PSDB desde 2010 para que eles liberem as extensas reservas do pré-sal no regime de concessão de Fernando Henrique Cardoso, onde o Brasil pouco se beneficia e a vantagem é das empresas petrolíferas. Eles não gostam do regime de partilha aprovado no governo Lula, onde são obrigados a contratar serviços e produtos brasileiros, além de entregar parte do petróleo ao Brasil.

A mídia tem razões diretas para apoiar a candidatura de Aécio Neves. Com a internet, o mercado editorial está passando por uma diminuição, bem como a TV aberta. O dinheiro proveniente dos anúncios federais pode ajudar a enfrentar as dificuldades, como já acontece hoje em São paulo, onde o governo estadual compra abundantemente assinaturas das revistas Veja e dos jornais Folha e Estado de S. Paulo.

Para finalizar, os grupos de fanáticos anticomunistas que seguem o “monge do ódio” Olavo de Carvalho e o Clube Militar (saudosistas da ditadura) também apoiam o PSDB-UDN. A discriminação explícita de Silas Malafaia e de grupos de médicos raivosos também diz presente

Por que Sexto Mandato?

Conto como o primeiro mandato de Vargas o que ele recebeu por eleição direta em 1950. Apesar dos benefícios trabalhistas terem começado enquanto Vargas ainda era ditador, aquele período tem muita coisa negativa. O mandato direto de Vargas tem trabalhismo e nacionalismo sem mão-de-ferro. Prefiro contar daí.

O “segundo mandato” de Vargas é, com licença poética, o mandato de João Goulart. Além de ele ser ex-ministro de Vargas e do mesmo partido, seu governo também foi caracterizado por trabalhismo e nacionalismo.

O “terceiro mandato” de Vargas é, com mais licença poética ainda, o primeiro mandato de Lula. Teve até “campanha do mar de lama” rebatizada de “mensalão”. Agora é só continuar contando:

“quarto mandato” de Vargas = segundo mandato de Lula

“quinto mandato” de Vargas = primeiro mandato de Dilma

E, finalmente, chegamos à disputa que vai definir se haverá um “sexto mandato” para Vargas.

Do lado de Dilma, o nacionalismo, o desenvolvimentismo, a inclusão social. Programas sociais, educacionais. A proteção dos salários, a valorização real do salário mínimo. O uso estratégico do pré-sal como indutor da economia.

Do lado de Aécio, capital financeiro, petrolíferas americanas, cinco famílias que comandam mídia influente no Brasil, fanáticos de extrema-direita. Gente que vai continuar sem o controle do Estado se Dilma ganhar.

O que o Brasil vai decidir? O que você decide?

Dilma no segundo enterro de João Goulart, ao lado da viúva Maria Tereza

Dilma no segundo enterro de João Goulart, ao lado da viúva Maria Tereza

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Filmes Imaginários: Tropa de Elite 2

Posted by Márcio Gonçalves em fevereiro 5, 2010

Sobre este já li um pouco. Então, vou tentar partir do que já foi divulgado.

É 2007. O Capitão Nascimento trabalho na Secretaria de Segurança e o ex-soldado Matias agora é capitão do BOPE. O filme começa quando um soldado do BOPE é assassinado durante uma operação comandada por Matias. A coisa fica estranha quando a perícia determina que o soldado foi morto por bala do BOPE, e não das armas dos bandidos. Nascimento vai a Matias oferecendo ajuda para descobrir o traidor. Depois de matarem mais bandidos, torturarem parentes de bandidos, e botarem a culpa da violência nas ONGs e nos “universitários maconheiros”, eles acabam descobrindo que a razão do assassinato vem de um grande carregamento de armas que está por chegar. Matias, junto com outro pelotão, vai com uns três caveirões para o local da entrega das armas. O pelotão original do Matias, onde agora há um suspeito de ter conexões com bandidos, provavelmente está sendo torturado também… O BOPE bota pra quebrar no local de entrega das armas. Nascimento não agüentou de saudades e foi lá aterrorizar uns pobres pessoalmente. NO finzinho da operação, um bandido preso olha pro Matias e fala: “pô chefia, que que houve?”. Matias o mata a sangue-frio. Nascimento finalmente entende tudo: Matias era o traidor! E emenda logo a pergunta: “Por quê?”.

Matias faz um discursinho dizendo que precisava daquelas armas para levar adiante um projeto de um grupo independente que ia resolver os problemas do crime (sim, seria um esquadrão da morte urbinado). Mas para fazer a limpeza precisou primeiro botar as mãos na sujeira.E que a grande inspiração dele para fazer isto era o próprio Nascimento…

Nascimento, que não é bobo nem nada, usa dos seus dotes de Jack Bauer e entra num dois caveirões para fugir. Outro caveirão o persegue. (Imaginem: caveirão contra caveirão no meio da rua). O Caveirão do Nascimento acaba caindo morro abaixo e o Matias acaba deixando o caveirão dele para ir lá embaixo ver o que ia fazer do Nascimento. Na pressa, deixa o seu próprio caveirão vazio. A população da favela, revoltada com a destruição causada pelos dois caveirões, entra no caveirão do Matias e sai atacando o BOPE, que se dá mal, muito mal. Matias leva Nascimento para fora da confiusão , deixa ele na beira da estrada e diz:

“Não posso te matar, Nacimento”.

Seis meses depois, Nascimento se recupera dos ferimentos e leva a seus superiores informações osbre o que ocorreu. Qual não é sua surpresa ao ver na cara de todos os seus chefes uma expressão dura. UM deles fala explicitamente:

“Sabemos de tudo. Nós patrocinamos a criação do grupo de extermí… digo, grupo de combate ‘olho por olho’ do Matias. Se você não conconrda… PEDE PRA SAIR!”

Close na cara do Nascimento. Não sabemos qual vai ser sua resposta. (e de quebra ainda ganhamos um gancho para o “Tropa de Elite 3”)

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